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Monday, 18 February 2008

La Traviata


http://www.flickr.com/photos/julianax/2265767188/
Originally uploaded by jucafx

A primeira Opera que eu vi foi ano passado em Praga, onde o calendario de Opera eh cheio de montagens em quase todos os dias do ano. Assisti Aida e me apaixonei pela experiencia. Ainda mais que Praga comparada a Londres eh mais barata, deu para comprar os melhores lugares do teatro e pagar o mesmo que se paga aqui no ingresso mais barato.

Voltei pra Londres com uma missao para este ano: assistir a pelo menos uma Opera no Royal Opera House em Convent Garden. Entrei na internet, e depois de alguns cliques tinha adiquirido meu ingresso para assistir La Traviata.

Trata-se de uma historia que sempre foi uma das minhas preferidas, e hoje em dia uma das mais exploradas no cinema, teatro, literatura e afins. Mas quando assistimos a uma opera como essa, temos que voltar no tempo e pensar como tudo era naquela epoca.

La Traviata em Italiano significa, algo como 'A mulher decadente e eh uma versao operistica composta por Verdi baseada na famosa historia de A Dama das Camelias, escrita por Alexandre Dumas, sobre a historia de amor entre uma cortesa francesa (Violeta) que se apaixona por um homem sem posicao social ou riqueza e resolve deixar a vida de prostituta para ir viver com ele uma vida simples e sem os luxos e excessos de Paris. A historia se desenrola entre encontros e desencontros ateh que ela morre de tuberculose nos bracos do amado. Na epoca a historia toda era uma critica a hipocrisia da sociedade francesa na qual as mulheres eram condenadas se tinham relacoes sexuais fora do casamento. Aas garotas que perdiam a virgindade antes de se casarem sobrava muito pouco senao vender sexo e luxuria aos mesmos homens e aristocracia que as condenaram. A grande tragedia de Violeta eh o fato dela ter que abrir mao do seu amado e aceitar as regras e injusticas da mesma sociedade que a renega e despresa. Parece que o proprio Alexandre Dumas apaixonou-se por uma cortesa e escreveu a historia baseada na sua experiencia pessoal.

Triste, triste... Chorei que nem a Julia Roberts no filme 'Uma Linda Mulher' (sim, eh essa a Opera que ela assiste).

Mas nao eh soh a historia que faz essa Opera tao expecial, as musicas, as vozes, a orquestra, tudo, tudo de tirar o folego. Demos muita sorte, pois segundo a critica especializada nao se via uma montagem de La Traviata tao poderosa como essa ha anos. A soprano Anna Netrebko no papel principal eh uma cantora de opera Russa considerada hoje em dia A soprano do momento. E vendo a dita ao vido, da pra entender porque. Imagina soh vc cantar opera, elevar a voz num tom super agudo quando na verdade sua personagem esta no leito de morte? Foi de cortar o coracao.

Infelizmente nao consegui tirar uma foto melhor, pois a camera nao eh lah essas coisas, nosso lugar era praticamente o ultimo e a luz tb nao ajudou. Ainda assim, tah ai soh pra documentar.

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The first Opera that I’ve been to was last year in Prague, where you can find great shows all year round. I saw Aida and instantly fell in love with it. And Prague being much cheaper than London we could get great seats for the same price you would pay on the cheapest one in London.

I got back to London with a personal mission for this year: to watch at least one Opera at The Royal Opera House in Covent Garden. I got in the net and after a few clicks I had my ticket to watch
La Traviata. Which is a story I’ve always been found of, and that has been one of the most used on cinema, theatre, literature and so on. However, when you watch to an Opera such as this one you need to put things into context.

In Italian, La Traviata means ‘the fallen women’ and is a musical version composed by Verdi of the famous book ‘The Lady of the Camellias’, written by Alexandre Dumas, about the love story between the French courtesan (Violet) that falls in love with a man with no fortune or position in society. She decides to move to the country side with him, away from the rich and full of excess kind of life she used to have in Paris. The story goes on until she dies of tuberculoses on her lover’s arms. On those days the whole story was a critic to the hypocrisies of French society that condemned women who had sex before marriage. For them there wasn’t much more left than sell sex and luxury to those same men and aristocracy who relegated them from society itself. Her great tragedy is therefore the fact that she has to let her beloved one go and accept the rules and injustices of that same society that despises her. It seems that Alexandre Dumas himself had fallen in love with a courtesan and had written the story based on his real experience.

Sad, sad… I cried just Julia Roberts in Pretty Women (this is the Opera she watches on the film).

But it’s not only the story that makes the Opera so special. The music, the voices, the orchestra, everything is breath taking. We were very luck, as according to the specialized critic there hadn’t been a montage of La Traviata so good in years. The soprano,
Anna Netrebko, who played Violet is a Russian Opera singer that apparently is THE Opera singer nowadays. And watching her lively explains it. Imagine having to sing a very high note while in fact your character is dying? It’s to break the heart.

Wednesday, 22 August 2007

What happened to us? / O que aconteceu conosco?


During this summer, who went to visit MoMa in NY had the opportunity to see a very interesting panel drawn by Romanian artist Dan Perjovschi. The panel seats on the wall of one of the Museum’s atriums and is covered by cartoons representing what has become the world and society today.

Amazing how such simple drawings and lines can be so provoking and disturbing. It goes direct to the point; it tells the naked truth and by doing so, it unmasks so many hypocrisies. The fact that they look like sketches from a 4-year-old kid just makes it even more powerful and distressing.

I am an optimistic person. One of those who believes that despite everything we see in the world today, despite all the madness of today’s society and the hunger for constant pleasure and consumism that makes us over idealize life, we are still evolving in the direction of something better, more mature. I like to think as if the world is still a young teenager experiencing and learning to become a more mature adult (and God knows how long will last world’s young hood, but that is another story).

I have to admit… seeing these drawings have made me stop and think. It is obviously a question that I bring to myself every now and than, something that I struggle with, particularly because I work with advertising. On the other hand, since I have arrived in London, I have been trilled by the enormous debate about sustainability, global warming and the important role agencies, advertising and PR have in this new agenda. There is no doubt on how powerful communication can be. To think that we are heading to a moment when it will be even more powerful if used to greater good and better purposes makes me feel even more optimistic. I do hope that works like this from Perjovschi to help us rethink which way we want to go.


Durante este verão, quem visitou o MoMa em Nova York teve a oportunidade de ver um interessante painel desenhado pelo artista e ilustrador romeno Dan Perjovschi. O painel esta localizado em uma parede em um dos atriuns do museu, coberta por cartoons (desenhos) representando o que, na visão do artista, virou a sociedade em que vivemos hoje em dia.

Impressionante como desenhos tão simples e de traços tão minimalistas podem ser tão provocantes e perturbante. Vai direto ao ponto, diz nada alem da verdade escancarada e assim desmascara muitas das nossas atuais hipocrisias. O fato de que parecem rascunhos de
uma criança de 4 anos de idade soh torna tudo ainda mais poderoso.

Eu sou uma otimista. Uma dessas pessoas que acredita que apesar de tudo que vemos ao redor do mundo hoje em dia, apesar de toda a loucura da sociedade atual, esta fome por prazeres constants e consumismo, que nos faz super idealizar a vida, ainda estamos evoluindo em direcao a algo melhor, mais maduro. Gosto de pensar que o mundo eh ainda um jovem adolescente experimentando e aprendendo para se tornar um adulto maduro (sabe-se la quanto tempo essa adolescência vai durar, mas isto eh outra historia).

Tenho que admitir… ver esses desenhos me fez parar e pensar. Obviamente, isto eh algo que me questiono vez ou outra, algo que me incomoda, principalmente levando em conta que trabalho com publicidade. Por outro lado, desde que cheguei a Londres fiquei feliz de ver o enorme debate envolvendo sustentabilidade, aquecimento global e o importante papel das agências, da publicidade e relacoes publicas nesta nova agenda. Não há duvidas quão poderosa uma boa comunicação pode ser. Pensar que estamos seguindo para um caminho onde este poder será maior ainda se usado em favor de um bem maior me deixa ainda mais otimista. Espero que trabalhos como este do Perjovschi nos ajudem a repensar em qual direcao queremos seguir.
-Ju

Sunday, 24 June 2007

The Cave

I'm afraid this might not be new for Londoners - it was created in 2004 by one of Central Saint Martin's students, Sakura Adachi - but I have just discovered it and I thought it is fantastic! It just physically summarizes my feeling whenever I am reading a book, writing or doing anything on my own. Immersed on my own world. The idea of creating a bubble, a cave that both isolates and integrates you from the outside world can only amplify the whole experience of it.

Sakura Adachi got the idea by observing how people behave in public area; always trying to create their own space. I have noticed it since I got in London. I have even started to collect picture from individuals immersed on their own worlds. Here, I found public areas, be it parks, cafés, libraries or restaurants are packed with individuals doing their own business unaware of what is happening outside their moment of introspection. It cough my attention because Brazil is not a country where public areas are used by individuals on their own, it's often terrifying being by your own anywhere public there. It has nothing to do with criminality, if you have jumped to that conclusion; it has to do with a very strong cultural thing of collectiveness. People go out in groups of friends, they get hook up to dance together, take Samba, our most traditional music/dance, it is all about the group.

It is interesting to wonder about how people relate to the public space and how that can be so different anywhere in the world. Nevertheless, the contrast between public and private has been an endless debate. Interesting subject. And this cave has made me dive into that. Amazing trip...

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Talvez isso não seja novidade para os Londrinos – foi criado por uma ex estudante do Central Saint Martins College, Sakura Adachi – mas eu acabei de descobrir no site do Uol e achei fantástico! Simplesmente um resumo fisico de como me sinto quando estou lendo, escrevendo ou fazendo qualquer coisa imersa no meu proprio mundo. A idéia de criar um bolha, uma caverna que ao mesmo tempo isola e integra você ao mundo em volta só amplifica a experiencia toda.

Sakura Adachi teve a idéia observando como as pessoas se comportavam em areas públicas; sempre tentando criar um espaço próprio. Desde que cheguei em Londres isso me chamou a atenção. Até comecei a colecionar fotos de pessoas neste estado. Aqui, as areas públicas, sejam parques, cafés, bibliotecas ou restaurantes estão cheias de pessoas imersas nos seus mundinhos, aparte do que esta acontecendo em sua volta. Sempre achei o contrario no Brazil onde as areas públicas são quase estritamente apenas públicas. O quão assustador pode ser sentar num restaurante para ter um almoço sozinho? É parte da nossa cultura valorizar a convivencia em grupo: almoço de domingo em familia, cerveja com os amigos, o Samba por exemplo!

É interessante ficar pensando sobre a relação das pessoas com os espaços públicos e como esta relação muda de lugar para lugar no mundo inteiro. O contraste entre público e privado é um debate interminável. Assunto interessante. E essa caverna me fez mergulhar nele. Que ótima viagem…

Thursday, 14 June 2007

Moving Rooms




O Southbank é um dos meus spots preferidos em Londres, se não for o mais! É sem dúvida a melhor vista da cidade, de um lado Westminister, Big Ben e a London Eye; do outro Milenium Bridge, Tate Modern, St. Pauls, The City e se você estiver no lugar certo dá pra ver também a Tower Bridge.

Há uma energia nessa parte da cidade que é especial. Talvez o rio, o landscape... As pessoas por aqui parecem um pouco mais felizes. Gosto de caminhar da London Bridge até Waterloo fazendo um pit stop no Borough Market (aquele do queijo, lembra?) e depois seguir pela margem do Tamisa onde uma série de pubs, restaurantes e bares fervem com gente nas mesinhas tomando vinho e curtindo o sol. Sigo até a Tate Modern (minha galeria preferida) e mais adiante esta o National Film Theather, sempre com festivais de cinema interessante. O novo bar/restaurante é super trendy e descolado, com sofas confortáveis - pra você sentar e não sair mais. Perto de Waterloo alguns restaurantes gostosos colocaram suas mezinhas para fora e atraem a multidão de turistas que vem crescendo conforme chegamos perto de Julho.

Neste fim de semana o Southbanck ganhou mais um lugar gostoso, com a reinauguração do Royal Festival Hall. O tempo ajudou, foram dois dias lindos de sol e céu azul, deu até pra recuperar a marquinha do biquíni enquanto aproveitávamos uma série dos mais variados eventos: jazz, dança, exibições, montagens. A da foto são as Moving Rooms, uma "instalação" quadrada formada por "paredes" de água que subiam e desciam formando espaços aleatórios. Quem quisesse era só entrar e ficar esperto para não se molhar!