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Wednesday, 22 August 2007

What happened to us? / O que aconteceu conosco?


During this summer, who went to visit MoMa in NY had the opportunity to see a very interesting panel drawn by Romanian artist Dan Perjovschi. The panel seats on the wall of one of the Museum’s atriums and is covered by cartoons representing what has become the world and society today.

Amazing how such simple drawings and lines can be so provoking and disturbing. It goes direct to the point; it tells the naked truth and by doing so, it unmasks so many hypocrisies. The fact that they look like sketches from a 4-year-old kid just makes it even more powerful and distressing.

I am an optimistic person. One of those who believes that despite everything we see in the world today, despite all the madness of today’s society and the hunger for constant pleasure and consumism that makes us over idealize life, we are still evolving in the direction of something better, more mature. I like to think as if the world is still a young teenager experiencing and learning to become a more mature adult (and God knows how long will last world’s young hood, but that is another story).

I have to admit… seeing these drawings have made me stop and think. It is obviously a question that I bring to myself every now and than, something that I struggle with, particularly because I work with advertising. On the other hand, since I have arrived in London, I have been trilled by the enormous debate about sustainability, global warming and the important role agencies, advertising and PR have in this new agenda. There is no doubt on how powerful communication can be. To think that we are heading to a moment when it will be even more powerful if used to greater good and better purposes makes me feel even more optimistic. I do hope that works like this from Perjovschi to help us rethink which way we want to go.


Durante este verão, quem visitou o MoMa em Nova York teve a oportunidade de ver um interessante painel desenhado pelo artista e ilustrador romeno Dan Perjovschi. O painel esta localizado em uma parede em um dos atriuns do museu, coberta por cartoons (desenhos) representando o que, na visão do artista, virou a sociedade em que vivemos hoje em dia.

Impressionante como desenhos tão simples e de traços tão minimalistas podem ser tão provocantes e perturbante. Vai direto ao ponto, diz nada alem da verdade escancarada e assim desmascara muitas das nossas atuais hipocrisias. O fato de que parecem rascunhos de
uma criança de 4 anos de idade soh torna tudo ainda mais poderoso.

Eu sou uma otimista. Uma dessas pessoas que acredita que apesar de tudo que vemos ao redor do mundo hoje em dia, apesar de toda a loucura da sociedade atual, esta fome por prazeres constants e consumismo, que nos faz super idealizar a vida, ainda estamos evoluindo em direcao a algo melhor, mais maduro. Gosto de pensar que o mundo eh ainda um jovem adolescente experimentando e aprendendo para se tornar um adulto maduro (sabe-se la quanto tempo essa adolescência vai durar, mas isto eh outra historia).

Tenho que admitir… ver esses desenhos me fez parar e pensar. Obviamente, isto eh algo que me questiono vez ou outra, algo que me incomoda, principalmente levando em conta que trabalho com publicidade. Por outro lado, desde que cheguei a Londres fiquei feliz de ver o enorme debate envolvendo sustentabilidade, aquecimento global e o importante papel das agências, da publicidade e relacoes publicas nesta nova agenda. Não há duvidas quão poderosa uma boa comunicação pode ser. Pensar que estamos seguindo para um caminho onde este poder será maior ainda se usado em favor de um bem maior me deixa ainda mais otimista. Espero que trabalhos como este do Perjovschi nos ajudem a repensar em qual direcao queremos seguir.
-Ju

Sunday, 24 June 2007

The Cave

I'm afraid this might not be new for Londoners - it was created in 2004 by one of Central Saint Martin's students, Sakura Adachi - but I have just discovered it and I thought it is fantastic! It just physically summarizes my feeling whenever I am reading a book, writing or doing anything on my own. Immersed on my own world. The idea of creating a bubble, a cave that both isolates and integrates you from the outside world can only amplify the whole experience of it.

Sakura Adachi got the idea by observing how people behave in public area; always trying to create their own space. I have noticed it since I got in London. I have even started to collect picture from individuals immersed on their own worlds. Here, I found public areas, be it parks, cafés, libraries or restaurants are packed with individuals doing their own business unaware of what is happening outside their moment of introspection. It cough my attention because Brazil is not a country where public areas are used by individuals on their own, it's often terrifying being by your own anywhere public there. It has nothing to do with criminality, if you have jumped to that conclusion; it has to do with a very strong cultural thing of collectiveness. People go out in groups of friends, they get hook up to dance together, take Samba, our most traditional music/dance, it is all about the group.

It is interesting to wonder about how people relate to the public space and how that can be so different anywhere in the world. Nevertheless, the contrast between public and private has been an endless debate. Interesting subject. And this cave has made me dive into that. Amazing trip...

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Talvez isso não seja novidade para os Londrinos – foi criado por uma ex estudante do Central Saint Martins College, Sakura Adachi – mas eu acabei de descobrir no site do Uol e achei fantástico! Simplesmente um resumo fisico de como me sinto quando estou lendo, escrevendo ou fazendo qualquer coisa imersa no meu proprio mundo. A idéia de criar um bolha, uma caverna que ao mesmo tempo isola e integra você ao mundo em volta só amplifica a experiencia toda.

Sakura Adachi teve a idéia observando como as pessoas se comportavam em areas públicas; sempre tentando criar um espaço próprio. Desde que cheguei em Londres isso me chamou a atenção. Até comecei a colecionar fotos de pessoas neste estado. Aqui, as areas públicas, sejam parques, cafés, bibliotecas ou restaurantes estão cheias de pessoas imersas nos seus mundinhos, aparte do que esta acontecendo em sua volta. Sempre achei o contrario no Brazil onde as areas públicas são quase estritamente apenas públicas. O quão assustador pode ser sentar num restaurante para ter um almoço sozinho? É parte da nossa cultura valorizar a convivencia em grupo: almoço de domingo em familia, cerveja com os amigos, o Samba por exemplo!

É interessante ficar pensando sobre a relação das pessoas com os espaços públicos e como esta relação muda de lugar para lugar no mundo inteiro. O contraste entre público e privado é um debate interminável. Assunto interessante. E essa caverna me fez mergulhar nele. Que ótima viagem…

Thursday, 14 June 2007

Moving Rooms




O Southbank é um dos meus spots preferidos em Londres, se não for o mais! É sem dúvida a melhor vista da cidade, de um lado Westminister, Big Ben e a London Eye; do outro Milenium Bridge, Tate Modern, St. Pauls, The City e se você estiver no lugar certo dá pra ver também a Tower Bridge.

Há uma energia nessa parte da cidade que é especial. Talvez o rio, o landscape... As pessoas por aqui parecem um pouco mais felizes. Gosto de caminhar da London Bridge até Waterloo fazendo um pit stop no Borough Market (aquele do queijo, lembra?) e depois seguir pela margem do Tamisa onde uma série de pubs, restaurantes e bares fervem com gente nas mesinhas tomando vinho e curtindo o sol. Sigo até a Tate Modern (minha galeria preferida) e mais adiante esta o National Film Theather, sempre com festivais de cinema interessante. O novo bar/restaurante é super trendy e descolado, com sofas confortáveis - pra você sentar e não sair mais. Perto de Waterloo alguns restaurantes gostosos colocaram suas mezinhas para fora e atraem a multidão de turistas que vem crescendo conforme chegamos perto de Julho.

Neste fim de semana o Southbanck ganhou mais um lugar gostoso, com a reinauguração do Royal Festival Hall. O tempo ajudou, foram dois dias lindos de sol e céu azul, deu até pra recuperar a marquinha do biquíni enquanto aproveitávamos uma série dos mais variados eventos: jazz, dança, exibições, montagens. A da foto são as Moving Rooms, uma "instalação" quadrada formada por "paredes" de água que subiam e desciam formando espaços aleatórios. Quem quisesse era só entrar e ficar esperto para não se molhar!

Monday, 28 May 2007

Maluquices climaticas.

Andei observando um fenomeno climatico no minimo curioso. Aparentemente quando esquenta por aqui, esfria no Brasil e vice versa. No comeco achei que era uma coincidencia engracada, depois comecou a acontecer sempre. Lembro por exemplo na pascoa, quando ainda estavamos no comeco do outono no Brasil o tempo ficou feio e chuvoso enquanto que aqui tivemos lindos dias de sol e calor em plena estacao de chuvas (que eles chamam April Showers). Semana passada por exemplo a temperatura aqui voltou a subir e o sol saiu lindo no ceu. Enquanto isso, no Brasil os termometros marcavam recordes de baixa temperatura para a epoca do ano. Eis que o fim de semana foi chegando e com ele mais um bank holiday e mais uma onda de frio, chuva e ceu cinzento. E o tempo em Sao Paulo? Comecou a esquentar!

Outro dia assistia o jornal da BBC e o homem do tempo estava dando a previsao para o feriado e soltou com aquele humor bem ingles: “As temperaturas voltarao a cair. Teremos chuvas bem a tempo do feriado”. Ele ainda teve a pachorra de dar um sorrizinho bem sarcastico para a camera.

Eu ainda nao saquei muito bem essa historia de bank holidays aqui. Pra comecar que como o de hoje, tem bank holiday que ninguem sabe porque eh holiday. Fora isso, ele sempre cai numa Segunda. Ou seja, se o feriado for em qualquer outro dia da semana ele eh automaticamente transferido para a Segunda da semana seguinte, ou seja, nada de feriados prolongados.

Recentemente andamos tendo uma enorme quantidade de feriados, pelo menos um por mes. Fiquei sabendo, porem, que a festa acaba hoje e ate Outubro nao teremos mais feriado algum. Caso ninguem tenha feito os calculos isso corresponde extamente ao periodo entre um pedaco da primavera e todo o verao. Agora, nao eh justamente nessa epoca do ano que voce quer um break? Talvez seja uma maneira de garantir mais sol e tempo bom! Vai entender…

Monday, 14 May 2007

Eh assim que se faz diplomacia



Neste Sábado mais de 100 milhões de TVs na Europa estavam sintonizadas no mesmo evento: o Eurovision. Uma mega competição de música que existe desde 1956 e foi idealizada no pós Guerra, juntamente com a União Européia com o intuito de estimular a união entre diferentes culturas. Apesar do nome o Eurovision não é só para os países europeus, tanto é que Israel participa também. A maior parte das músicas é cantada em ingles, com raras excessões na lingua orginal do país. O vencedor só ganha o prestigio de ter ganhado o Eurovision e talvez uma ajudinha na carreira, mas aparentemente o único grupo que realmente emplacou depois de ganhar a competição foi o ABBA. Este ano quem venceu foi a Sérvia.

Nunca dei tanta risada na minha vida, nem tanto pelos participantes e pelas músicas, cujas qualidades são fortemente questionáveis. Mas sim pelo impagável comentarista inglês que tira sarro de praticamente cada minuto televisionado do programa. Ele passou toda a apuração dos votos adivinhando pra quem cada país ia votar, o que alias não é uma tarefa que exije muita clarividencia, uma vez que cada país, não podendo votar em si mesmo, acaba votando nos países com os quais tem uma certa “afinidade”. É o que eles chamam de “votação em bloco”. Sendo assim espera-se que a Finlandia vote na Noruega e vice versa, pois ambas fazem parte do bloco “nórdico”. Estranhamente os países bálticos também apoiam uns aos outros deixando de lado as diferenças políticas. Mas nem tudo é flores, o Líbano por exemplo se recusa a participar da competição, pois não reconhece Israel como Estado. Dito isso, o Reino Unido definitivamente precisa repensar sua política externa uma vez que até pouco antes do final da apuração dos votos não tinha um único voto a seu favor. Aliás, só saiu da lanterna graças ao voto da Irlanda (esperado?) que pobre coitada, amargurou o ultimo lugar, já que não teve o mesmo suporte do país vizinho.

A sim… o ponto alto da noite ficou por conta do nosso comentarista britanico que finalizou com a seguinte frase: “Foi uma ótima noite! Não em termos musicais, mas uma ótima noite”.

Os comissários de bordo aí do lado é o grupo Inglês que amargurou um antipenúltimo lugar.