Saturday, 21 March 2009

Teatro feito pelos fãs

Esse ano consegui tirar do papel uma resolução de ano novo que vem me perseguindo há pelo menos uma década e nunca era realizada.

Entrar para um grupo de teatro.

Quem me levou pro grupo foi a Sil que também tinha enfiado a mesma ideia na cabeça desde que a conheci há dois anos atrás.

Então que mês passado entrei pra London Bubble, um Drama Group cuja missão central eh levar o teatro para todo mundo em Londres, sem excecao, principalmente aaqueles que não teem condicoes de pagar por cultura. Mas não para soh ai. Alem de preparar montagens de pecas e leva-las para áreas mais carentes a preços mais acessíveis, a organização também da a oportunidade de qualquer um se integrar pra fazer teatro juntos, atuando ou simplesmente participando na montagem e na produção de pecas que são apresentadas ao grande publico a preços simbólicos.

A energia eh contaminante. Toda quinta feira vou ateh South East encontrar o meu BAD group, como somos chamados (Beginners Adult Drama Group), e me divertir enquanto ensaiamos a peca que vamos apresentar daqui a duas semanas; um dos contos das 1001 Noites.

Nesse mesmo espírito o Fan Made Theatre que se propõe a fazer exatamente o que o nome diz: Teatro feito pelos fãs, eh um projeto da Bubble onde qualquer um em qualquer lugar do mundo pode ter a sua parte na montagem de uma peca. Funciona assim: comprando uma quota da producao da peca voce tem direito de sugerir uma montagem para o grupo executar. Alem disso, a mesma quota te dah direito tambem a votar na ideia que sera executada pelo grupo, assistir aos ensaios, participar dos eventos de lançamento e um ingresso para a performance. Uma ideia fantastica que realmente estrapola a nossao mais simples e basica de teatro comunitário e de contar historias em grupo.

O melhor eh que mesmo voce ai no Brasil pode participar se inscrevendo no site e submetendo uma ideia. Depois eh soh acompanhar as discussões nos painéis onlines, dando opiniões, sugerindo ideias para outras ideias. Literalmente criando em grupo.

Quanto mais gente envolvida, mais ideias submetidas, mais coisas legais aparecendo e maior a chance da gente ter uma montagem especial no verao. Por isso participe e divulgue!

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Sunday, 8 March 2009

East east east

Todo ano acontece o East London Festival, com um monte de atividade legal entre oficinas de arte e teatro para a criancada, shows de musica, performances e filmes, instalacoes e exposicoes. Quase tudo de graca e o que eh melhor na porta de casa, jah que eu moro East.

O East London Fest tem pra mim tudo a ver com a cara de East London. Alias, um parenteses importante aqui. Londres eh uma cidade onde bairrismos e divisoes cardeais sao muito significantes. Aqui se pergunta, vc mora no sul ou no norte? Nao eh raro as pessoas tirarem conclusoes sobre a sua personalidade baseado na area em que voce mora. O sul sempre foi cosiderando mais barato - com excessoes eh claro, o norte eh mais familia, o oeste eh posh e o Leste eh artsy. Por isso pra mim o East London Fest eh tao... East. Eh quando voce tem a oportunidade de ver artistas independentes dos quais nunca ouviu falar antes e que daqui alguns anos talvez estejam nos tops das paradas de sucesso.

Ontem aproveitei o sol e fui com a Deh dar uma pedalada ateh o Barbican onde varias atividades do festival estavam acontecendo. Tinha ateh workshop de castelo de areia. Mas o melhor veio a noite, quando encontrei com a Rachel no bar do Vortex (um Jazz Bar a algumas quadras aqui de casa) onde estariam se apresentando tres musicos independentes de graca. Primeiro cada um tocou algumas musicas do seu repertorio solo, depois eles se juntaram e tocaram em trio. O resultado foi tao legal, que eu achei que os tres fossem companheiros de estrada de longa data, mas depois conversando com um deles descobri que eles tinham acabado de se conhecer ha duas semanas!

Adorei e comprei o CD no final do show. Todos eles tem a agora indispensavel pagina no MySpace onde dah para ouvir algumas musicas. Vale a pena, coisa nova com muitas influencias antepacadas, mas ainda assim super Fresh. Sem falar nas letras, ouvi-los foi quase como numa roda de contadores de historia. Eu gostei especialmente da garota, Fiona Baven, que segundo a imprensa do festival tem sido comparada a Joni Mitchel entre outras cantoras de Jazz e Folk. Eu particularmente achei ela super unica e diferente. Com algumas influencias, eh claro, mas com um estilo bem proprio com uma voz maravilhosa e um jeito de balancar o corpo enquanto toca a guitarra encantador.

Pra dar um gotinho, um pequeno videozinho que eu gravei... Preste atencao na letra da musica, adorei o titulo: Dial D for Denial.

Teo Bars, Fiona Bevan and Jonathan Geyevu at the Vortex, gig for the East London Fest March 09.

Sunday, 15 February 2009

Visita eh sempre bom!

O sumico de algumas semanas tem explicacao. Ela comeca com um virus, mais especificamente de gripe. A segunda deste inverno que me bota na cama. Soh que dessa vez eu nao quis ficar na cama e me dei mal, to curando a gripe ateh agora. O resultado eh que a semana passada foi totalmente em twilight zone - nem lah nem cah.

Ainda bem que a gripe melhorou pelo menos o suficiente para eu curtir um pouquinho a visita da Py e do Fe que vieram de NY passar uma semana por aqui. Foi muito gostoso, levei-os ateh o Holly Bush, um dos pubs mais tradicionais e antigos da cidade, escondido numa das ruazinhas de Hampstead. E sabado a noite fomos visitar a casinha nova da Su e do Xande que acabaram de se mudar pra ca. Uma noite bem familia, uma delicia!

Eu sou a maior fa de receber visitas. Eh quando matamos um pouco da saudade do Brasil, quando temos a oportunidade de dividir a 'nossa' cidade, que soh a gente ve do jeito que a gente ve, de se aventurar em alguns passeios turisticos que a gente acaba deixando de lado da rotina e descobrir coisas novas que provavelmente passariam despercebidas.

A Py fez um relato bem legal no blog dela com bastante fotinhos que eu esqueci de tirar. Mais interessante ainda eh ver a impressao que Londres deixou em quem vem de fora.


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Monday, 9 February 2009

CSI London

Domingo passado jah sentia a gripe que me rondava durante toda a semana se instalando de verdade. Bastou uma chuva nao anunciada pela previsao do tempo no fim do dia, justamente quando eu pedalava de volta pra casa pra criar as condicoes adequadas para o virus se sentir em casa. Fui deitar com tudo entupido, congestionado e uma baita dor de garganda que nao me deixou dormir bem a noite inteira.

Eis que lah pelas 5 da manha, quando eu finalmente tinha conseguido entrar num estagio de sono um pouco mais profundo acordo com a Debora avisando que a policia tinha acabado de bater na porta pedindo para que o predio fosse evacuado imediatamente. E eu soh pensando, que bom que vai ser pra essa gripe sair da cama quentinha e sair no frio subzero que esta lah fora. Jah ateh via o virus pulando de alegria.

Me troquei em tempo recorde, coloquei todas a opcoes mais quentes do meu armario. Literalmente me preparando para um frio artico. Olhei para o meu quarto e fiz a classica pergunta: se esse apartamento pegar fogo quais sao as tres coisas que eu quero salvar e levar comigo? Impressionante como a pressao da situacao te forca a pensar rapido. Peguei a minha bota preferida, no lugar da mais quente e mais pratica, meu passaporte e meu lap top.

Descemos para o estacionamento em frente ao predio onde nos juntamos a uma galera zumbi com cara de sono, soh para ouvir exatos 5 minutos depois que podiamos voltar para o nosso flat. Perguntei para a policial, "certeza que eh seguro voltar" enquanto olhava para a meia duzia de carros da policia entre os quais um com o logotipo do esquadrao bomba. E ela, "sim, sim. Se vc mora neste bloco sim. Se vc mora naquele bloco nao. Nohs estamos seguindo ordem dos experts" e eu pensando onde eh que estavam os experts quando voces atiraram no Jean Charles por engano?

Agora me diz, quem consegue voltar a dormir depois de um episodio desses? Quando sai pra trabalhar poucas horas depois o numero de carros de policia em frente ao predio tinha aumentado e agora dois caminhoes de bombeiros estavam estacionados na entrada do estacionamento.

Se voce acha que tudo isso jah foi emocao suficiente e que a historia nao poderia ficar ainda mais bizarra, aqui vai o desfecho, assim relatado pelo nosso jornal do bairro. Eles aumentam um pouco a historia, porque eh tabloide. Cliqeu aqui!

Tuesday, 3 February 2009

Fire on Snow - Live Action!

Depois de uma agradavel caminhada congelando os dedos do peh e a mao. Depois de apreciar a delicada exposicao de bonecos de neve deixada pelas criancas no parque. Enquanto nos dirigiamos de volta para o conforto do nosso flat. Ouvimos uma explosao. Olhamos para tras e vimos uma fogueira gigantesca que logo identificamos sendo um carro em chamas.

Imediatamente cligamos para os bombeiros, que chegaram super mega blaster rapido no lugar. Foi realmente impressionante a rapidez deles, coisa meio The Flash.

Como nessas horas a acao de verdade eh melhor que qualquer palavra... eu tive a presenca de espirito de filmar tudo acontecendo. Dah gente correndo em direcao ao fogo (o que alias nao eh muito esperto, mas enfim) ateh os bombeiros apagando o fogo.

Vejam o filme ateh o final. Eu me empolguei e dei uma de correspondente internacional, o que ficou hilario, porque os onibus nao paravam de boquear a visao.

Monday, 2 February 2009

Neve pra que te quero

Soh porque fui escrever sobre a falta de precisao com que o Met Office consegue fazer a previsao do tempo e a raridade que eh nevar por aqui, ontem, como a maioria jah sabe,aconteceu a maior nevasca dos ultimos 18 anos em Londres!

Foi lindo demais. Ao acordar pela manha para ir trabalhar, olhei pela janela e tudo lah fora estava branquinho. Me lembrou os seis meses que eu morei no Canada quando tinha 17 anos. Dei uma olhada na previsao do tempo para o dia: mais neve o dia todo. Conferi o site do transporte: onibus suspensos e a maior parte das linhas de metro tambem; menos a minha. Resolvi arriscar. Sai na rua num silencio total. Algumas pessoas como eu estavam se aventurando na neve, e todas estavam com um sorrizo no rosto. As criancas faziam bolas e bonecos de neve e se divertiam com a folga da escola. Mandei uma mensagem para o pessoal do escritorio para avisar que ao menos estava tentando chegar lah, mas nao sabia quanto tempo ia demorar. Minha chefe respondeu: "Volte pra casa. It's hopeless". Cheguei a ir ateh a estacao, mas lah desisti. Os funcionarios do metro alertavam que dependendo das condicoes climaticas o metro podia fechar completamente e ai eu nao conseguiria voltar pra casa. Caminhei de volta e fiquei trabalhando de casa.

Durante o dia varias vezes parei para observar a neve que nao parava de cair lah fora. Trazia uma paz. Uma dessas coisas simples da natureza que faz a gente parar, respirar fundo e pensar na vida com outra perspectiva.

A noite, eu, Debora e Michael resolvemos dar uma volta para ver como estava a neve, que a essa hora jah comecava a derreter. Fomos ateh Clissold Park que fica aqui perto de casa, onde encontramos varios bonecos de neve deixados pelas criancas ao longo do dia.

Como se nao bastasse toda a emocao da nevasca, ainda presenciamos mais uma cena de cinema... Mas esta fica para o proximo post. Agora curtam as fotinhos da nevasca...



PS: Como se pode ver, nada foi tao dramatico como os jornais anunciaram. Meu pai a certo ponto me mandou uma mensagem perguntando se tinhamos comida em casa. Eh claro, na Folha a noticia eh de que nao conseguiamos sair de casa e que todas as lojas estavam fechadas. Mentira. A maior parte do comercio de bairro estava funcionando, e dava para caminhar tranquilamente. Uma aventura nao escorregar no gelo. Mas ateh ai...

Sunday, 1 February 2009

Domingo Branco

Ontem fez exatamente 2 anos que eu cheguei em Londres. Passou rapido e agora jah parece que sao mais do que dois. Algumas coisas que eu aprendi ou dismistifiquei desde que cheguei aqui incluem: o metro (tube) nao eh uma maravilha, morar a algumas quadras da estacao num bom apartamento eh um luxo, andar de onibus eh muito mais prazeroso que de metro, mais prazeroso ainda eh andar de bicicleta, 15 minutos de caminhada ateh a estacao mais proxima eh perto, nunca saia sem ver a previsao do tempo, a previsao do tempo nunca acerta, principalmente se a previsao for de sol ou de neve...

Ao contrario do que a maioria das pessoas esperam, nao eh comum nevar em Londres, pelo menos ha uns 10 anos. Talvez seja o resultado do aquecimento global, mas eh uma questao de clima tambem. O inverno Londrino nao chega a ficar tao frio como deveria se comparado a outras cidades na mesma latitude, Moscou por exemplo. Isso se deve a uma corrente, que se nao me engano vem do golfo, e eh responsavel por fazer com que o clima em Londres, e na Inglaterra de um modo geral, seja sempre nem lah nem cah. Nao faz muito calor no verao, mas tambem nao faz muito frio no inverno. Chove muito, eh verdade, mas menos do que em NY por exemplo, ha dois anos nao vi uma tempestade nesta cidade, soh chuvisco, muito chuvisco. E isso explica porque tambem raramente neva.

Por todas as razoes acima, eh que eu nem dei muita bola quando vi no jornal a previsao de neve para este fim de semana. Aqui se espera a neve no inverno como se espera temperaturas acima de 25 graus no verao. Todo mundo torcendo para que o milagre aconteca e todo mundo entrando em panico se de fato o milare acontecer, pois a verdade eh que a cidade nao esta preparada nem pra um nem pra outro.

E nao eh que dessa vez o exagero dos meteorologistas se confirmou? A neve comecou a cair meio timida na hora do almoco e continuou assim durante todo o dia. Eu jah estava contente soh com os primeiros floquinhos que cairam, enquanto eu tomava meu chazinho e assistia aa final do Australian Open na TV. Mas era tao pouco, e geralmente quando cai eh sempre pouca mesmo, que nem me preocupei em sair pra almocar e ir ao cinema de bicicleta.

Nao esperava mesmo a nevasca de verdade que caiu e continua caindo. Ao sair do cinema encontrei minha bicicleta coberta de neve, e o capacete que eu tinha deixado amarrado nela tambem.



A neve continua caindo lah fora. Esta tudo branquinho, juntou ateh na minha janela. Acabei de sair pra comprar uma sopinha e deixei minhas pegadas na calcada. A viagem ateh o trabalho amanha sera escorregadia. Muita gente reclama da neve, porque nao deixa de ser um inconveniente. O metro que jah nao funciona bem fica pior ainda. O transito fica insuportavel, e andar na rua exige proeza de equilibrista. Mas eu adoro. Acho lindo. Prefiro o frio branquinho, do que o frio cinzento e chuvoso.

Thursday, 22 January 2009

TMobile advert Liverpool Street Station

Pena que eu nao estava lah... Esse eh o tipico exemplo de campanha ou acao viral que voce se morde por nao ter participado da criacao. E no meu caso, tambem por ter perdido a acao, jah que estava no trabalho e nao em Liverpool Street Station naquela hora.

Segunda passada alguns dancarinos profissionais comecaram a dancar, do nada, ao som de uma musica se iniciou na estacao de metro. Uma das mais movimentadas de Londres, diga-se de passagem. Em poucos segundos outros dancarinos foram se juntando e logo os passantes que estavam na estacao naquela hora entraram na danca tambem. A acao foi filmada por cameras escondidas, editada em 48 horas e veiculada num break comercial especial de 3 minutos. Nem preciso dizer que soh se fala nisso aqui Londres desde entao.

Pra mim o melhor dessa ideia eh que ela dependeu 100% do acaso. Em outras palavras na expectativa de que as pessoas iam entrar na danca e mais ainda, de que elas iam comecar a usar seus celulares para filmar, mandar fotos e ligar para os amigos para dividir o que estavam vendo. O que casa direitinho com a assinatura da marca - Life is for sharing (A vida eh para ser dividida).

Nada de roteiros inteligentes e engenhosos para provar um ponto. Nade de muito planejamento para garantir o resultado esperado. Muito pelo contrario... foi simplesmente uma documentacao da vida como ela eh e da espontaneidade natural do ser humano.

Makes me feel like dancing...

Saturday, 10 January 2009

Happy New Year

Esse ta vido meio atrasado, porque demorei pra conseguir as fotos. Mas ants tarde do que nunca.

O Reveillon foi de muito, muito frio... Temperaturas articas, como os jornais exageram por aqui. Por sorte, nossa festa da virada foi de camarote de onde conseguimos ver, sem ter que ficar no frio, os fogos da London Eye. Estouramos o champagne duas vezes. A meia noite daqui e a meia noite do Brasil.



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Holiday on Ice

A pedidos... Mais fotitos do Natal!



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Friday, 9 January 2009

Great piece of wisdom!

Esta manha, enquanto fazia minha leitura matinal de blogs e jornais na net achei essa citacao no site do Faris Yakob...



Uma das inquiestacoes que fui adquirindo na vida conforme fui crescendo... foi perceber que praticamente tudo, se nao absolutamente tudo, jah foi feito de alguma forma, em algum momento da nossa historia. Pra quem gosta de criatividade, isso eh um calcanhar de aquiles... As pessoas falam de originalidade e teem a tendencia de colocar criatividade e originalidade sempre na mesma panela.

Eis que essa citacao do Jim Jarmusch vem em boa hora pra dizer que criatividade nao tem nada a ver com originalidade. Concordo com o Jim, criatividade nao eh origem nem fim, mas sim um processo. Vejo como um todo, como um ciclo... Que comeca numa semente (nao importa de onde vem a semente), importa o que vc faz com ela (o processo) pra chegar em algum lugar (o fim) que pode iniciar um novo processo...

Some how the world feels a bit lighter today!

Thursday, 1 January 2009

A little trip to the country side

Antes do Natal, o Joe, um amigo que conheci atraves da Jen, nos convidou para visita-lo na casa do pai dele perto de Winchester (ha uma hora de trem de Londres). Eu que nao perco nenhuma oportunidade de conhecer um pouco mais do country side topei na hora.

Peguei o trem em Waterloo as 5pm do dia 29. As 6pm cheguei em Winchester, onde a Jen e o Joe jah estavam me esperando, junto com Paul (o pai do Joe) e o irmao dele, o Noel. Fomos direto para a casa deles que fica na verdade numa fazenda. Eh uma casa bem antiga, como aquelas que se ve em filmes ingleses e livros da Agatha Cristie.

Passamos a noite batendo papo, tomando vinho e jogando banco imobiliario ao lado da lareira ateh as 2.30 da manha!

No dia seguinte o pai do Joe nos levou ateh Roche Court, uma antiga casa construida em 1804 que eh agora uma galeria de arte contemporanea e tambem um centro de estudos e incentivo para artistas. A casa eh simplesmente maravilhosa com um jardim enorme onde as esculturas ficam expostas. Para meu espanto, apesar do frio de -3C e da humidade penetrante, a exposicao ao ar livre funciona mesmo no inverno. Eu quase perdi os dedos dos pehs por causa do frio, mas valeu a pena.


Alem da exposicao, fomos convidados para conhecer a casa dos artistas, um anexo que a proprietaria da casa mandou construir com a ideia de servir como uma base onde os artistas nao soh possam se hospedar, mas tambem produzir. Um lugar onde, rodeados por arte, eles sintam-se inspirados. O mais incrivel eh que apesar da arquitetura 100% moderna e contamporanea, o anexo esta integrado a casa original sem 'arranhar' ou interferir na arquitetura antiga. No final, a proprietaria da galeria nos convidou para uma taca de vinho quente (mulled wine) e biscoitos ao peh da lareira. Um toque final para fechar nossa visita aa galeria com chave de ouro.


De lah seguimos de volta para a casa do Joe. No caminho fizemos uma parada rapida na igrejinha do vilarejo que tem mais de 500 anos! Depois do almoco, fomos fazer uma longa caminhada pelos campos da fazenda. Vimos uma trincheira da segunda guerra mundial, onde os soldados ingleses se escondiam a espera de invasores alemaes e campos de trigo congelados pelo frio. No final do dia, antes de pegarmos o trem de volta para Londres, o pai do Joe nos levou para patinar no gelo (assim vou ficar pro).





Foi sem duvida, a melhor parte do meu feriado de Natal... historia, comida, cultura, campo... tudo num soh dia!

Ice Skating

Jah que este ano resolvi ficar por aqui no Natal e no Ano Novo, decidi que ia entao aproveitar para fazer todas as coisinhas tradicionais do Xmas Holiday Season.

Antes do Natal por exemplo aproveitei um Domingo menos gelado para passear por Covent Garden e ver o mercado de Natal. Ha varios pela cidade durante o final de Novembro e comeco de Dezembro. A maioria tem barraquinhas com presentes artesanais, comidinhas tipicas e brincadeiras tipo tiro ao alvo. Nao fosse pelo clima 100% natalino, poderia quase dizer que parece muito com uma festa junina. Principalmente porque outra coisa bem tradicional do natal aqui na Inglaterra eh o Mulled Wine, muito parecido com o nosso vinho quente!

Algumas feiras de Natal chegam ateh a montar pequenos parques de diversao, como por exemplo no Hide Park, onde levantaram uma roda gigante, um carrosel e uma pista de carrinho bate-bate.

Outra diversao tipica do Natal eh claro patinar no gelo... Ha varias pistas na cidade, na Tower of London - para um toque meio medieval, no Hide Park - pra lembrar talvez NY e uma das mais tradicionais a da Somerset House.

Domingo passado juntamos uma turma e colocamos os patins para a late night da Somerset House, que eh o ultimo horario e quando a pista vira meio que uma pista de danca com DJ. Bem, o DJ nao era campeao, mas nos divertimos bastante mesmo no frio de -1C!


PS - nao, eu nao levei nenhum tombo!

Friday, 26 December 2008

Um Natal em Familia / A Family Christmas

Depois de algum tempo morando longe de casa o nosso coraçãozinho vai aos poucos se acostumando com a saudade, que a bem da verdade nunca vai embora, a gente soh aprende a conviver com ela. Mas quando chegam datas especiais como o Natal, essa saudade fica mais forte e ai vem aquele embrulhinho no estômago. A gente lembra das tradicoes de família, das comidinhas das avós e daqueles que quase soh vemos nessas ocasiões.

Mas eh quando descobrimos também que nossos amigos também são uma família, que o conceito de família eh maior do que a definição mais comum da palavra e que na verdade as vezes não tem nada a ver com sangue.

Este ano tive a oportunidade de passar o Natal com pessoas queridas. Pessoas que teem sido uma parte importante da minha vida em terras estrangeiras e feito essa experiência sempre rica, alegre e fantástica, e a distancia de casa um pouco menor.

Na noite de Natal a Jo e o Lucas, sempre os melhores anfitriões, nos receberam no flat deles com uma super vista da cidade para uma ceia internacional, mas com muito toque brasileiro.


Cada um foi responsável por trazer um prato de comida. A Jo e o Lucas ficaram responsáveis pela salada. A Isabela e o Mauricio, fizeram o que os italianos sabem fazer melhor, uma lasagna que foi elogiadissima (infelizmente não pude experimentar pois não era vegetariana, mas a cara estava ohtima!)

A Deh fez uma carne assada com batatas que tentou ateh o meu olfato e que o Lucas fazendo juz a genética gaúcha comeu pratiamtente inteira sozinho.


A Sil trouxe um bacalhau ao creme de leite e com cream cracker amassada no topo que estava divino e eu fiz o tradicional macarrao recheado da familia Calazans - receita da minha bisavo!.



Depois de nos estufarmos com comida para um batalhão fizemos o amigo secreto ladrão, que foi divertidissimo. Todos os presentes são colocados na mesa de centro e a pessoa quando sorteada ou escolhe um presente no centro da mesa ou rouba de alguém que ja tinha pego. O nosso toque especial porem foi que ao invés de cada um pegar um numero, cada um sorteou um nome, o nome do seu amigo secreto, e para revelar esse nome tinha que falar algo sobre essa pessoa. Um jeito super legal de nos conhecermos mais e de fazer a brincadeira ficar mais legal ainda.



No final arrematamos com mais vinho e uma sobremesa maravilhosa, com brigadeiro, frutas, uma sobremesa de natal tradicional do sul da italia simplesmente divina e mince pies, pequenas tortinhas recheadas com frutas secas tradicionais aqui da Inglaterra.


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After being away for a while we start to get used to missing home – a feeling that never goes away but that we learn to leave with. However, when special occasions come up we start to miss home more and then we feel that knot in the stomach. We think about all the little family traditions, the good food our grandmas make and all those people we just get to see on these occasions.


But it’s in times like this that we realize that our friends have also become our family in a way. That the meaning of the word family is bigger than what we are used to and that sometimes is not even related to blood.

This year I had the opportunity of spending Christmas with dear friends. Friends who have been important in this life lived in foreign lands and that have made this experience always rich, joyful and fantastic, and the distance from home a bit smaller.

On Christmas eve, Jo and Lucas, the best hosts ever, welcomed us in their flat with a view for an international Christmas dinner, but with a great Brazilian touch.

Each one of us was responsible for bringing a food dish. Jo and Lucas were responsible for the salad. Isabel and Mauricio did what the Italians do best, an amazing lasagne, that unfortunately I couldn’t try because it had meat, but looked really divine).

Dehbora brought roasted meat with potatoes that tempted my nose and that Lucas (as a good gaucho) ate almost entirely alone. Sil cooked a wonderful cod with cream and cream cracker crushed on top and I did the traditional filled pasta, a receipt from y great grandma!

After getting stuffed with so much food we started the secret thief Santa. All presents are placed on a center table. Each one at their given time (which is decided by luck) can either pick up a present from the table or steal it from someone else who’s already got his/hers. Our special twist to the rules though was that instead of defining the order for each one to choose their present by putting only number in a bag, we put names. Each person picked a name from the bag and had to say something about the person they had picked while everyone else tried to guess. It was a great way to get to know a bit more of everybody their and to make the game more fun.

In the end, a bit more wine and wonderful puddings… brigadeiro (my favourite Brazilian chocolate fudge) fruits, mince pies and a traditional Christmas pudding from Naples that was simply from heaven!

Thursday, 18 December 2008

20s Xmas

Ontem foi a festa de Natal da agencia. Justica tem que ser feita, quando se trata de organizar uma festa e se preparar para a dita os ingleses sao masters.

Nossa festa tinha o tema "Underground 20s", tudo bem bohemio e fora da lei. Muito jazz, soul e charleston, homens de terno branco e chapeu da mafia, Al Capone reinando em Chicago e cassinos.

Aqui todo mundo entra no clima, ateh os homens que no Brasil quando muito soh se dao ao trabalho de colocar um peruca de cabelo combrido, aqui entram na historia de cabeca e investem na producao de um personagem. A dupla de Group Creative Directors da agencia eram os proprios Tony Curtis a Jack Lemon em Some Like It Hot. As mulheres vestiram desde chortinhos com colete, meia calca arrastao e chapeu, bem a la Chicago, ou verdadeiros vestido da decada de 20 com bordados, brilhantes e penas nas cabecas.



O lugar estava tambem, obviamente, todo decorado no tema. O bar servindo coqueteis, uma banda de Jazz e ateh um cassino.



O que os inlgeses definitivamente nao sabem mesmo, eh FAZER a festa. E digo isso no sentido, de fazer a festa acontecer. A maior parte do tempo todo mundo fica apenas conversando e enchendo a cara ateh comecarem a enrolar a lingua. Todos sem excessao. Nao ache estranho se ha uma hora do comeco da festa o CEO da agencia vier te abracar como se voce fosse o funcionario mais querido. Dancar nem pensar, soh depois de muita, mas muita bebida eh que eles arriscam uma certa danca, aham... de bebado. A comida se resume a miseros canapehs que nao sao suficiente para passar das 10 primeiras pessoas no salao. E prepare-se para uma espera de no minimo 30 minutos no bar para conseguir qualquer bebida. Nessas horas que ser brasileiro tem suas vantagens. O barman obviamente era brasileiro, o que me deu uma certa vantagem competitiva.


Mesmo assim a experiencia foi divertida. Nao dah para nao se divertir vendo a sua chefe ficar mais bebada e torta do que voce, tentando aprender a sambar ao som de New York, New York e esfregando os seios na cara do Diretor de Criacao. No dia seguinte nada de ressaca moral, soh muito engove para aguentar um dia na frente do computador.

Friday, 12 December 2008

Os 5 minutos...

Hoje me deu aqueles 5 minutos e eu resolvi escrever no blog. Foram aqueles 5 minutos que te fazem ficar indignada e pensar que eh uma judiacao que voce tenha abandonado o blog, assim, deixado tudo por aqui tao solitario. Entao me deu os 5 minutos e aqui estou eu escrevendo...

Dei uma olhada em fotos antigas a procura de algo interessante para contar e tudo obviamente jah estava desatualizado para merecer um post entao resolvi escrever sobre Sunday Brunch em Stoke Newington.

O Sunday brunch, ou qualquer weekend day brunch eh uma das minhas coisas preferidas em Londres. Acordar tarde, com calma e encontrar os amigos para uma fofoca de fim de semana com direito a comida gostosa, capuccinos e o Guardian com o weekend cultural guide.

Perto de casa um dos nossos lugares preferidos eh o Blue Legume, um bistrozinho mediterraneo que esta sempre lotado e ainda assim tem um servico super friendly e familia. Alem da comida ser super saborosa, o preco chega a ser mais barato que a maioria dos lugares na cidade e o ambiente eh um charme soh. Nohs gostamos especialmente de sentar na parte de traz, uma especie de aquario de vidro muito conveniente para pegar um solzinho mesmo nos dias gelidos de inverno.



Para um proper brunch nada bate a receita de eggs florentines deles, ovos sempre no ponto certo, nem duro nem cru.



E para uma opcao mais saudavel tem o prato de frutas que eh simplesmente divino (fico devendo a foto). E se a hora jah passou do almoco, entao vale a pena comer uma saladinha esperta de goats cheese, a melhor do bairro sem sombra de duvidas.




Outro dia passamos por lah no jantar e tambem nao nos arrependemos, eles fazem um hamburguer vegetariano a base de cogumelos que eh de dar agua da boca. Yamy!

Thursday, 21 August 2008

O primeiro carro a gente nunca esquece...

Todo mundo sabe (e jah peco desculpas pela generalizacao, porque de verdade nunca todo mundo tem a mesma opiniao ou sabe a mesma coisa, mas voces entendem a forca de expressao ne?) que no Brasil, talvez mais especificamente em Sao Paulo, o primeiro carro que se compra eh uma grande conquista. De verdade, eh assim com tudo que se adquire com nosso suado dinheirinho pela primeira vez: o primeiro som estereo, o primeiro walkman, seu primeiro apartamento e por ai vai... Mas em Sao Paulo o primeiro carro tem um gostinho especial. Carro em Sao Paulo eh sinonimo de liberdade. E nao estou falando aqui do primeiro carro que pode ser herdado do irmao mais velho, ou financiado pelo pai quando voce entrou para a faculdade. Mas daquele carro que voce comprou 100% com seu dinheirinho.

Pois bem, terca feira passada fui pegar meu primeiro carro. Ele tem um gosto mais especial ainda porque foi adiquirido aqui em Londres. Voce deve estar se perguntando porque voce precisa de carro em Londres, poxa com 10 linhas de metro cruzando a cidade, charmosos onibus de dois andares e sem contar o overground... Bem, vou te contar um segredo. O metro quebra toda hora, eh quente, fedido e SEMPRE cheio. O onibus as vezes pode demorar horas para passar no ponto e quando passa voce vai ter que conviver com vomito dos bebados dividindo o onibus com voce.E o overground funciona numa frequencia exuberante de 4 trens por hora (em horario de pico). Okay, tenho que adimitir que ha um certo exagero. Como paulistana nao poderia dar um piu reclamando de transporte publico no primeiro mundo. E justica seja feita, dah pra viver muito bem em Londres sem carro (tirando eh claro todas aquelas madrugadas procurando taxi e passando frio). Mas mesmo assim queria a minha libertacao do transporte publico. Queria recuperar meu direito de ir e vir quando bem entendesse sem me preocupar se folhas de outono estao bloqueando os trilhos do metro.

Eis entao que fui lah e comprei meu primeiro carro Londrino. Ele eh super ultra compacto, agilizissimo e portanto perfeito para o transito nas ruas estreitas dessa cidade. Sem contar que eh muito facil de estacionar, nao ocupa espaco e nem precisa de garagem especial. Eh mega economico, o consumo de gasolina eh exatamente 0 por kilometro rodado, portanto zero emissao de CO2.

Olha que linda minha Ferrari...






Thursday, 14 August 2008

Dicas para um circuito alternativo em Londres

Fazer um pic nic em Hampstead Heath e depois se perder andando pelo parque (literalmente – o parque eh uma verdadeira floresta natural, nao eh de mentirinha que nem o Central Park)

Passear pelas ruelas e vilazinha de Hampstead (o bairro). La comer o Crepe mais famoso da cidade (prepare-se para a fila) e tomar chá das 5 na The Louis Patisserie. Em Hampstead também fica um dos pubs considerado o melhor de Londres, o Holly Bush.

Para uma refeicao Indiana e diferente do tradicional curry vah ao Diwana Bhel Poori House numa ruazinha atras de Euston Station. Eles servem as Dosas, umas panquecas de arroz tradicionais de uma determinada região da Índia. Eh maravilhoso. Peca um Sweet Lassi para beber – um drink tipico Indiano a base de yogurt. Em frente ao Diwana tem uma doceria maravilhosa com docinhos típicos indianos.

Outro passeio em parque legal eh o Primrose Hill onde você vai ter uma visão panorâmica de Londres sem ter que subir na London Eye.

Vah há um dos Maroush’s da Edgware Road, comida Libanesa de primeira. Essa rua toda foi tomada pelo Maroush, que eh o dono de praticamente 90% dos estabelecimentos. Todos com o nome dele: Maroush Dinner, Maroushe Deli, etc... Em alguns você pode experimentar o Shisha, tipo um narguilé.

Se tiver disposicao e tempo para uma esticada mais fora do centro, visite Richmond e Kew Gardens – são bem fora de mao, mas valem a viagem. Uma dica: pra chegar lah uma opcao mais rápida eh o Overground (incluso no seu pace de metro).

Para visitar o interior da Inglaterra e uma verdadeira volta ao pasado sem sair de Londres vah a Highgate Village, um charme.

Se você for ateh a Harrods aproveite para caminhar pelo Hyde Park e dar uma esticadinha ateh a Serpertine Galery (fica dentro do parque), tem sempre alguma exposicao pequena, mas interessante e as vezes eles fazem umas instalacoes de artistas internacionais. Alguns anos atrás tinha uma do Niemeyer.

Nao deixe de passear pelo Columbia Road Flower Market no Domingo e aproveite para comer um tradiciona Sunday Roast no Royal Oak.

Friday, 4 July 2008

The Legend

Tudo comecou com um inocente e-mail do Barbican (um centro cultural e habitacional fantastico na city – merece um post dedicado soh a ele). Era um desses e-mails com uma lista das atracoes para o verao e lah vimos que ia rolar um festival ‘Groove Nations’ com muito soul e funk from all over the world. Ficamos interessadas, mas nao sabiamos em qual show. Depois de uma rapida consulta aqueles entedido do assunto ficamos sabendo que uma das atracoes deste festival era o Solomon Burke – uma lenda da soul music contemporaneo de ninguem mais ninguem menos do que James Brown e Ray Charles e com um repertorio tao fantastico e conhecido quanto o de ambos.

Comprei o ingresso na mesma hora (meses atras).

Ontem foi o dia do grande show. Tinha uma certa espectativa, eh claro. Estava louca de vontade de ouvir alguns dos meus classicos favoritos entre os quais Cry To Me (parte da trilha sonora de Dirty Dancing) and Everybody Needs Somebody (mais que conhecida, jah foi gravada pelos Rolling Stones e eh a musica do grande finale do filme Blue Brothers). Um pouco curiosa tambem pra ver como seria um show desses num auditorio com uma plateia inglesa sem a energia calosora a qual estamos acostumados no Brasil.

Foi ai que entendemos o peso pesado que o cara realmente eh. (Literalmente – ele esta tao gordo que precisa ser levado ateh o palco numa cadeira de rodas e passa o show inteiro sentado numa especie de trono no centro do palco e pertinho da plateita). Um rei vivo da soul music que fez a gringalhada levantar das cadeiras e dancar enlouquecida.



‘This night is for you. I want to make my best to you tonight. I’ll answer your special requests. What would you like me to sing?”

E assim ele continuou, tratando todos nohs ali como special guests. Tocou seus grandes classicos e evocou a brotherhood da soul music atraves de um medley de tirar o folego que comecou com Georgia on My Mind, passou por Stand By Me e por ai foi... Cheio de carisma e cariho com a plateia e uma banda tao excentrica quanto ele com um pianista que parecia o proprio Ray Charles encarnado.

A certa altura a mulherada comecou a subir no palco para beija-lo e dizer obrigado e aos poucos os timidos ingleses foram tomando conta deixando os segurancas enlouquecidos.

“You there. Stand up. You are my personal body guard now. I need you to help me. See all these roses? They are for the special ladies here tonight. I need you to help me and make sure they all go home with a rose tonight”.

Eu voltei com a minha. :-)